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A ROSEIRA QUE MUDOU DE CANTEIRO
Era uma simples mudinha, galhinho fino plantado junto ao ribeiro de águas cristalina regada com o amor e a graça de Deus. Deste pequeno galho nascera uma roseira que viçosa. Brotou, cresceu, floriu. Do seu primeiro galho nascera-lhe treze lindos botões que desabrocharam em lindas rosas vermelhas e perfumosas. De repente surge outro galho, o segundo do qual soltava mais abotoes que o primeiro, desta vez quarenta e dois, ainda destes apontara outros cinquenta e três cada qual mais linda, mais perfumada.
E a roseira sempre verde deixara exalar perfumes enchendo o espaço, alegrando o ambiente. Os seus galhos cresciam, soltando espinhos. Não foi preciso podá-los, pois cresciam para cima, inclinados para o além. Espaço havia pois Deus queria. Ele era o jardineiro. E a roseira produzia a dez, a cem e a mil, O povo a admirava e dizia;
- Olha que linda roseira. É a que dá mais rosas neste jardim . As suas folhas nunca secam Estão sempre verde. Suas pétalas nunca murcham. A chuva caia, o vento batia forte, o sol a aquecia, Mas a roseira a tudo resistia. Cada hora cada momento o jardineiro estava perto para protege-la, amá-la e vigiá-la. Os anos passaram. A chuva sessou, o clima mudou. roseira. Mudou de canteiro. O jardineiro quis assim. A levou para o canteiro de outro jardim - o céu - Jardim de Deus. Lá sim existem flores que nunca existiram a qui. Lá ela continua florescendo e perfumando para sempre.
E o seu Jardineiro. Ainda é o mesmo que dela cuidou durante os seus setenta e seis anos. Também é o mesmo que ainda cuida de suas mudinhas deixadas plantadas s qui. Que estas possam florescer e exalar perfume como a velha roseira mãe - Rita Alves de Almeida. Para a gloria de Deus Obs. Esta mensagem é escrita pela nona rosa acolhida dos treze primeiros botões.
Xinguara 30 de Novembro de 1987